Pérolas do Atelier

       Pérolas do Atelier

 

        Pois é, as primeiras horas do dia no meu atelier são dedicadas a responder os e-mails de clientes principalmente fazer orçamentos.  Selecionei aqui, alguns e-mails e algumas perguntas feitas pelo telefone que parecem brincadeira, mas é bem real!

Vejam vocês as situações e “saias curtas” que passamos.  Alguns e-mails coloquei por completo, outros apenas a parte interessante:

_ Oi Carlos Rielli muito prazer.

Eu estava olhando seu site achei interessante, fiquei deslumbrada, sou sua fã e preciso de sua ajuda

Eu acidentalmente apaguei uma foto da minha camera digital como faço para restaura-la....

Desde já agradeço pela compreenção muito obrigada até mais.


_ Prezado Senhor Rielli

Tenho um quadro que foi de minha bisavó, que faleceu em 1.988, o quadro retrata o grande jogador Garrincha levantando a Copa de 94, nossa mais famosa conquista.

Gostaria de sabe quanto vale a foto. O Sr. tem interesse em comprar ou revender?

(Pensa bem, o que levou o individuo a falar tal barbaridade em um espaço tão pequeno?).

Outras perguntinhas “inteligentes” recebidas aqui no atelier...

_ o Senhor restaura prachoque de Opala? (mando restaurar os dentinhos dele se aparece aqui com o parachoque)

_ Tenho um quadro maravilhoso, e sem querer apaguei a assinatura era, Di Cavalcanti, vocês podem assinar novamente para mim, é um quadro de muita estima para mim e minha família. (Bobinho ele..)

_ Voces compram um fuzil automático de mais de 10 anos, com pouco uso? (imagine a origem, né?).

_ Acabei de quebrar um vazinho velho da minha patroa e preciso fazer o conserto, pago do meu bolso, tenho pressa, fica pronto antes da janta? (era um Sevres, e era mesmo!!!...).

_ Vocês restauram e empalham um cachorro morto? ... foi atropelado! (juro que eu queria segurar o pescocinho da moça!).

_ Se eu colocar a gravura no micro ondas consigo matar os fungos? (não mata, estupra !).

_ Onde esta pintado de vermelho, vocês vão retocar com que cor? (Verde né Pedro Bó? kkk).

_ Posso colar ponte móvel com Durepox? Envenena? (Tomara que sim!! Kkk).

 

E vai por aí, o pessoal aqui não raramente cai na risada! O pior é que em todas às vezes, a segunda pergunta é.. “vocês não sabem quem faça?”

Vida no atelier é cultura e diversão...


Carlos Rielli

A Rielli o que é de Caesar

              A Rielli o que é de Ceaser

 

A mais popular salada americana chegou ao Brasil nos anos 80, como uma grande novidade, foi na finada rede de restaurantes Wells, lembra? Não lembra porque você é novinho, mas quem lembra sabe que era assim um tipo Outback da época. O nome, diferente do que se possa pensar, não é homenagem ao imperador romano Caius Julius Caesar - O "Caesar" da salada é outro. Trata-se de Caesar Cardini - deixou Roma para fundar o hotel "Caesar Place" em Tijuana México. É que, por esse tempo, vigorava nos Estados Unidos a Lei Seca - que proibia o consumo bebidas alcoólicas no país. Tijuana, que ficava bem pertinho de San Diego, atraia multidões que adoravam ir para lá, para poder encher a cara...OPS, digo, beber!

Voltando a Caesar Cardini deu-se que, no feriado de 4 de julho de 1924, estava completamente lotado seu hotel com escritores, políticos, atores e já começava a faltar comida na despensa. O chef se viu então obrigado a improvisar.

Para manter as aparências anunciou, aos impacientes ocupantes das mesas do restaurante, que iria servir o mais novo prato do cardápio. A salada foi preparada em um palco, tendo ao lado o proprietário do hotel, na frente de todos os clientes. Um verdadeiro show, para desviar a atenção dos poucos ingredientes a serem usados.

A salada ganhou o nome do próprio dono do hotel; e logo foi considerada, pela International Society of Epicures, de Paris, "a mais importante receita americana dos anos 50". Prenúncios da globalização. Que uma das mais importantes receitas americanas, ironicamente, nasceu no México, criada por um chef italiano, para japoneses e outros clientes do mundo todo.

 

RECEITA MODIFICADA

 

Caesar “Rielli” Salad - Ingredientes:

 

 

- 3 pés de alface americana;

- pão cortado em cubos;

- 1 xícara de azeite;

- 2 dentes de alho;

- 3 colheres de sobremesa de suco de limão;

- 6 filés de anchova; (não põe sardinha anchovada não, tá? Kkk).

- 2 colheres de sobremesa de mostarda (de Dijon);

- 2 colheres de sobremesa de molho inglês (Worcestershire sauce).

- sal, pimenta; pouco manjericão.

- Queijo “Prima Dona” em lascas.

- Bacon torrado e moído a gosto

 

Preparo:

- Faça os croutons - 3 fatias de pão de fôrma cortado em cubos pequenos, passados no azeite, salpicados com pimenta do reino e assados no forno. Reserve;

- Prepare o molho - no liquidificador coloque alho, suco de limão, anchovas, mostarda e molho inglês. Azeite vá colocando aos poucos, em fio, como se faz no preparo da maionese;

- Lave, escorra e seque as folhas de alface cortadas. Arrume em saladeira e deixe na geladeira, coberta com papel filme, até a hora de servir. ;

- Na hora de servir coloque o molho. Misture bem. Decore com as lâminas de queijo “Prima Dona” e com os croutons.

 

Depois de toda essa história e tradição da origem da salada, vem o Rielli e mete o “mãozão” na receita original. Não pode né?

 

Espero que apreciem

 

Carlos Rielli

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