O GOYA GOIA (EM CUBA)

O GOYA GOIA ..

Ano de 2007....

Um colecionador de arte, muito conhecido e muiiiiito famoso, entrou em contato comigo para uma conversa sobre uma perícia técnica que eu teria que fazer em um quadro de pintor europeu. Muito normal até aí, pois compradores conscientes sempre tomam esse tipo de atitude quando vão comprar algum quadro ou alguma obra de arte, para não ter a triste noticia que foi enganado quando precisar vende-la ou então ter que ouvir, lá do além, os xingamentos dos herdeiros.

Bom, o caso é que esse colecionador já tinha adiantado aos proprietários da obra o valor de U$ 40.000,00 apenas pela preferência de compra e direito de realizar a perícia por alguém de sua confiança. Combinamos meu honorários, prazos e tipo de certificado que eu emitiria e, depois de tudo acertado, ele propôs dobrar o valor que eu havia pedido. Surpresa né? Claro que tinha coisa...  o quadro estava em Cuba, país sabidamente severo no tocante a compra e retirada da ilha de bens não turísticos, além do risco da atuação de um profissional não autorizado pelo governo local na qualidade de perito. Porém, a atribuição da autoria, era simplesmente de Francisco Goya, meu cliente pagaria pelo quadro U$ 8.000.000,00 e o deveria revender por mínimos R$ 20.000.000,00 na Europa. A parte mais complicada seria retira-lo de Cuba, por esse motivo que os proprietários se sujeitavam a vende-lo por valor tão aquém do original, mas para isso, meu cliente tinha seus contatos. O valor de meus honorários, logicamente cresceram muito em relação a essas quantias, ao tamanho da responsabilidade e principalmente ao risco que eu me exporia diante do fato que eu faria parte integrante desse esquema.

Embarquei com destino a Cuba com escala no Panamá, com a bagagem atulhada de toda uma parafernália de lâmpadas, produtos químicos de teste, ferramentas, equipamentos eletrônicos de teste e todo o apoio simples, que certamente eu não encontraria na ilha para comprar. Até mesmo algodão eu levei daqui do Brasil. Já no avião, fui morrendo de medo de ser pego com tudo isso, poderia ser facilmente comparado a um terrorista visto que o que eu levava, não teria o menor sentido um turista carregar, e em hipótese alguma, poderia contar meu real objetivo da viagem, com o risco de ficar preso em Cuba. Quando cheguei, hospedei-me em um hotel de categoria européia, como constava em meu contrato de trabalho, e, na manha seguinte, não sabendo o que me esperava, fui chamado à recepção por dois senhores cubanos que se identificaram como representantes do proprietário do quadro, e que me levariam ao local da perícia. Me apresentaram uma perícia autenticada de 1.988, feita por um marchand espanhol, atestando a autenticidade do quadro, perícia essa que parecia ser válida, bem detalhada, descrevendo exclusivamente a capa pictórica, ou seja os méritos e deméritos da pintura sem que fosse investigado o conjunto da obra.

O carro com que vieram me buscar era um Chevrolet 55, um caco! Não sei como aquilo ainda andava, parecia carro de filme de final dos tempos. Mas conseguimos chegar. Era em um lugar horrível, parecia cativeiro de sequestrador, entramos por essa coisa, passamos por diversos corredores entramos em outras casas, tudo como se fosse um labirinto, O que logo notei ser, por precaução. Finalmente entramos em uma sala pequena, e lá estava o quadro, coberto com uma pano. Um quadro grande, de 1,86cm X 1,12cm com uma pintura linda.. linda mesmo! O quadro era "Agustina de Aragon na Batalha de Zaragoza" atribuído à Francisco José de Goya y Lucientes, nascido em Fuendetodos Zaragosa Espanha em 30 de Março de 1.746 e morto em Bordeaux, França em 15 de Abril de 1.828.  O histórico, parte muito importante da identificação, era perfeito. O quadro era de uma família notável espanhola residente na ilha que teve quase tudo confiscado pela revolução, salvando poucas peças de arte, entre elas o Goya. Falei com um dos familiares que confirmou a história e disse que o quadro havia sido adquirido pelo seu bisavô em Madrid e que tinha o recibo de compra de confiável galeria da época.


Comecei a perícia técnica,utilizando o recurso da luz ultra violeta, da infra-red, de testes químicos de dureza, testes de pigmentos, de idade, analises do tecido, da trama da tela, da aglutinação do pigmento, das cores que eram características da época, enfim usei todos os meios que me eram disponíveis ali naquele cômodo. Quando parti para a identificação visual, vi as marcas características de idade da trama da tela, notei que a tinta possuía o craquelado peculiar à data, assim como a sujeira e o verniz desgastado e talhado. Porém, notei que a tela havia sido pregada apenas uma vez ao chassi, visto que não possuía reentelagem parcial nem marcas de reforço para que tenha sido esticada. O chassi por sua vez, era relativamente novo, sendo que atribuo sua manufatura aos anos 70. Certamente o quadro poderia estar enrolado esse tempo todo, e por isso não tinha marcas de outros chassi, nem marcas que conferissem ao quadro que já estivesse sido fixado a alguma moldura. A idade determinada da tela, foi através de analises na frente e no verso, mas observando melhor, notei que as manchas de umidade, com aspecto de serem muito antigas, e a sujeira dos tempos, não continuavam sob o chassi; sob a madeira do chassi, encontrei um tecido limpo, sem marcas nem manchas, sem nada e nenhum motivo para que eu pudesse atribuir uma idade superior a 40 anos. Também notei que a resistência do tecido era ótima, não apresentando a flacidez e decomposição peculiar a idade de 300 anos de pseudo manufatura. Hora.. se o conjunto da obra (pintura + chassi) foram feitas por um pintor que viveu durante os séculos XVIII e XIX, como podia as evidências mostrar que a tela eram da segunda metade do século XX? Conclusão.. o quadro era uma falsificação!! Muito bem feita, mas completamente fake!

  Quando os senhores que me acompanhavam me questionaram qual era minha opinião sobre o quadro, minha resposta foi.... - Perfeito! maravilhoso... nunca vi um quadro assim! (e nunca tinha visto mesmo...rs

Depois dessa conclusão, tive que conviver com meus anfitriões por mais três dias, que de acordo com o contrato era o tempo estimado para a finalização da perícia. Quando se deduz que o quadro é falso, a perícia termina nesse momento, já que depois de constatado o fato, nada acontecerá para que essa conclusão técnica seja revertida, mas naquela hora e naquele lugar, eu não iria deixar isso evidente de modo algum.

Embarquei de volta ao Brasil, temendo ser abordado pela polícia todos os minutos, mas tranqüilo de ter colhido provas suficientes para a minha definição.

Meu contratante, ao contrário do que se possa imaginar, ficou feliz, não por gastar os U$ 40.000,00 mais meus custos e honorários, mas por deixar de perder os oito milhões que custariam caso tivesse adquirido a falsificação.

Pois é, o Goya de Cuba, finalmente virou Goia!

Lagarto a Rielli

 

Lagarto a Rielli

 

       

  Faz tempo que não posto uma receita culinária aqui na coluna, então.... hoje tem! Lagarto à moda do Rielli

 Ingredientes:

 1 peça de Lagarto

2 garrafas de Malzebier

150 gramas de provolone fatiado

Molho de tomate.

 Lagarto!!!! Não é “largato”..”largato” é encontrado na “gaverna” perto da “gabine” do caminhão, né? Rs...

Essa receita é uma loucura de boa, não vão se arrepender de fazer!

Pegue uma peça de lagarto e deixe de molho de um dia pra outro no leite. Depois faça furos e tempere bem, caprichando bem no tempero usando gengibre ralado, muita pimenta do reino se gostar; faça uns furos na carne e enfie nesses furos dentes de alho inteiro.

Prepare um molho de tomate, tente não colocar o enlatado, se fizer em casa fica muiiito melhor! Use a receitinha básica do molho de tomate, facinho facinho.... Se não souber a básica, use o de lata mesmo!

No dia seguinte, (receita de restaurador, requer paciência, viu?) então... no dia seguinte, coloque a carne em uma panela de pressão e frite um pouco apenas para dar uma selada. Depois despeje uma garrafa de Malzebier junto com molho de tomate sobre a carne.

Deixe cozinhar por 40 minutos, sempre tomando conta para ver se não esta queimando, se preciso, coloque um pouco mais de cerveja.

Quando estiver pronta, retire, fatie e entre as fatias coloque queijo provolone. Jogue mais cerveja na panela de pressão, e despeje esse molho bem quente sobre a carne e o queijo.

Leve por alguns minutos a carne ao forno, apenas o suficiente para derreter o queijo.

É muiiito bom mesmo!

 

 

Carlos Rielli

 

Arte e os cuidados de verão

                   Arte e os cuidados de verão

 

 

Felizmente chegou a hora e parece que aos poucos o calor esta de volta, e como sempre vem com toda força. Quando se trata de obras de arte, todo tipo de caloria em excesso, é altamente prejudicial e nociva, principalmente aos quadros e arte sobre base de celulose (papeis).

No caso dos quadros, quando não pintados a óleo, o ressecamento da tela é bem grande, visto que não existe no caso a oleosidade para “segurar a barra” hidratando a tela e deixando os pigmentos estáveis. Hoje a técnica mais usada é o acrílico sobre tela, uma tinta que tem a água como p.s.p, os pigmentos são em sua maioria sintéticos e por conta disso o risco maior de degeneração por ser desprovida da proteção natural e a falta umidade que vem a acarretar a tela (tecido) um processo que a deixa quebradiça e instável. Nesses casos, eu recomendo que seja passado em pequenas quantidades, creme hidratante na tela, pouca coisa, apenas o suficiente para dar um novo vigor às fibras do tecido (na parte de trás da obra), o que interromperá o processo de degeneração. Pode ser usado um algodão, ou mesmo ser passado com as mãos com muita delicadeza. O importante é que o quadro não fique no chão com a pintura voltada para cima, pois isso iria fazer o excesso de creme evaporar pela frente e certamente criar fissuras na capa pictórica para tal. O básico tambem é nunca deixar o sol pegar diretamente em um quadro, ou qualquer tipo de obras de arte, que não tenha o padrão e componentes para exposição externa, isso fatalmente iria acarretar a degeneração total de seu bem. Se tiver quadros no apartamento da praia, deixe na sala um balde cheio d´água, o que virá a aliviar um pouco a falta de umidade do ar.

No caso dos papéis, o calor acarreta um maior desenvolvimento das colônias de fungo geradas durante os períodos de grande umidade, e quanto mais calor, mais rapidamente os fungos se multiplicam. O procedimento nesse caso é deixar os papeis o mais longe possível das mudanças climáticas, deixar em lugares ventilados e frescos, e jamais aprisionados em gavetas ou pastas, que são os nichos ideais para o processo de decomposição. Não passe nada nos papéis, certamente iria danificar o trabalho artístico para sempre. A única coisa que pode passar é uma ponta seca quando as colônias de fungo estiverem salientes demais, mas o recomendado é enviar rapidamente a seu restaurador de confiança. Esses procedimentos de certo modo simples são o suficiente para que suas obras passem o verão sem grandes problemas, o que diretamente influi em sua conta bancária, no bolso e lógico, no humor!

Bom calor para todos nos..

 

Carlos Rielli

 

 

Tsunami - Molhou tudo, que fazer?

 

     Procedimentos Emergenciais de Restauro

 

 Incrível como a “Lei de Murphy” é perfeita! Não tem erro, ela te pega quando você menos espera, você sabe que não pode deixar o celular cair, mas quando cai, a probabilidade de cair em uma poça d´água ou mesmo no vaso sanitário, é bem grande! Nessa semana, participei junto com minha assistente Luana, de um programa na TV Aparecida, por sinal uma emissora super moderna e bem aparelhada, de um programa de variedades onde dávamos dicas de procedimentos caseiros a serem feitos em caso de eletrônicos, objetos, papeis ou vestuário cariem na água ou simplesmente entrarem de alguma forma em contato com água.

É bem interessante, porque quase sempre tomamos as medidas inadequadas para sanar esse tipo problema. A Luana mostrou o que fazer se você pisar em uma poça d´agua, o sapato fica encharcado.. e você corre o risco de perder literalmente aquele sapato que tanto gosta. O que fazer é simples, depois de uma secada básica com pano, recheie o interior do sapato com muito jornal e na parte externa, você aplica creme hidratante em porções generosas.. isso mesmo, muito creme hidratante, pois como couro tambem é pele, o que vamos fazer é trocar a humidade da água pela humidade do creme hidratante, que é feito exatamente para beneficiar pele! Bem lógico não é? Repita esse processo por uns dois dias, sem deixar o sapato ao sol ou exposto a qualquer outro tipo de caloria artificial. Pronto.. vai ter seu sapato querido novamente apto a te aguentar! Kkkk

A segunda dica que dei, foi o procedimento a ser feito caso molhe ou celular ou a máquina fotográfica..!! Pois é, acontece com frequência e o procedimento apropriado é o seguinte:

Jamais tente ligar o aparelho, apenas abra e retire imediatamente a bateria, pois isso interromperá qualquer tipo de corrente e curto circuito entre os componentes eletrônicos dos aparelhos. Depois de sacudir o aparelho vigorosamente com a abertura da bateria voltada para fora, deixe essa mesma abertura voltada para cima e ventile o aparelho com um secador de cabelos, na potencia “morno” a uma distancia de médios 40 centímetros pelo tempo que achar que o aparelho esta completamente seco. Depois disso, você deixa o aparelho sempre na mesma posição, com o recipiente da bateria aberto e voltado para cima, respirar por mais uns três dias. Esse procedimento provavelmente irá evaporar toda água que ainda permaneceu no interior do aparelho, o que vai eliminar o perigo do fatal curto circuito na hora de religar.

Passados esses tempo, que pode ser abreviado caso e o tempo estiver quente e seco, você recoloca a bateria. Nesse momento, você reza muito, mas reza muito mesmo e religa o aparelho!

Tchammmm se der sorte, vai ter seu celular de volta, caso contrario vai fica xingando o restaurador que te deixou três dias sem telefone.

 

Carlos Rielli

 

 

Salão de Arte 2011

     Salão de Arte 2011

 

Semana passada tivemos, aqui em São Paulo, mais uma edição do Salão de Arte, versão 2011, no Clube a Hebraica – Salão Marc Chagall. É um salão de fine Art’s e antiguidades onde a nata das obras de arte e os raros objetos antigos que existem à venda no Brasil são apresentados à mais fina clientela que do país. Poucos museus do mundo possuem um acervo tão bem escolhido e seleto como esse apresentado, isso sem falar no publico presente, que certamente, somados, representam alguns dígitos do PIB brasileiro. A tendência que notei foi o interesse pelo filão concretismo e neo concretismo que foi destacado entre os expositores, nomes de artistas que atuaram na década de 50, 60 e 70 e agora despontam como os novos focos das “altas castas” do país. Pelo que fiquei sabendo, muita coisa boa foi comercializada, muita coisa mesmo.

Estive presente na abertura do Salão, que foi tuuuudo de bom! Uma delicia mesmo! Além do top das artes, foi servido um coquetel de primeira qualidade, tudo delicioso, e muito champanhe (acho que tinha refrigerante tambem, mas nem enxerguei! kkk). Tudo de bom, não é? Quanto ao público, era muita gente bonita por metro quadrado, bonita e com todas as joias que seus cofres guardavam. Despois disso tudo, é ótimo ver que o mercado de arte está muito ativo, mesmo com toda essa turbulência mundial acontecendo, sinal que arte continua sendo um ótimo investimento. Das obras que mais marcaram presença, destaco os artistas Portinari, Tarsila, Ligia Clark, Willys de Castro e Barsotti, entre muitos outros.

Vale a pena ir, quando tiver algo semelhante... ano que vem tem outro Salão na Hebraica. Não percam!

  

Carlos Rielli

 

E a "maçã" continua firme..

 E a “maçã” continua firme


 
Depois de muito tempo, mas muito mesmo, voltei a NY para um trabalho, que infelizmente não posso contar por estar regido sob um contrato especial de serviços.
O interessante foram as diferenças que notei na cidade, afinal a última vez que estive lá foi na festa da virada do século. Imaginem as mudanças... Já não se come mais comida mexicana e chinesa, o povo norte-americano, pelo menos o novayokino, emagreceu e não foi pouco! Antes era o paraíso dos obesos, agora em SP parece ter muito mais! Os manos que antes andavam com aparelhos de som colados no ouvido a todo volume, numa arrogância só agora trabalham duro como o resto do mundo! Outra coisa que notei, o norte-americano está mais afável, acho que descobriram que vamos levar divisas e não subtrair. Me senti completamente seguro em todos os lugares, também o que tem de policiamento é absurdo.
Uma coisa boa, o Brasil está em alta, parece estar bem prestigiado. Ah! Japoneses turistas nem tem mais, agora são indianos e sul-americanos. A comida continua deliciosa, claro que se comer fast food no café da manhã, almoço e jantar ninguém vai aguentar. É a maior das praças de alimentação a céu aberto do mundo. Sabe o que não tem mais? O TKS que tinha na Times Square, que vendia tickets para teatro, agora é um posto policial... uma pena!
O trânsito é ótimo e NY é maior que SP e rio. Os taxis continuam como sempre, carros japoneses deram lugar as Vans gigantes americanas e tem uma rede de café que se chama Starbucks que tem umas três em cada quarteirão, impressionante! Outra grande diferença.. como tem gente! São milhares e milhares de pessoas, concentradas nas lojas e nas ruas, uma coisa! Ou seja, podemos aprender a fórmula e aplicar aqui, né?
Ah, o melhor: não tem um, mas nenhunzinho motoboy nas ruas, é uma sensação maravilhosa!

 

Carlos Rielli

REFLEXÃO

                                      Reflexão

 


           Incrível como todos nós temos semelhança com algum tipo de bicho não é? Cada pessoa pode ser reconhecida por certas atitudes com algum "colega animal" da natureza.
Existem pessoas boas, meigas, delicadas que se assemelham a gazelas, a ovelhas, a lebres. Outras mais espertas, que são retratos dos gatos, dos felinos em geral e dos grandes predadores. Quando você encontra alguém muito feroz não parece que você está diante de um urso? De uma leoa? E quando você vê a sogra sentada no teu sofá? Parece que tem uma coruja te observando?
 Legal isso né? Se pensarmos podemos achar vários e vários tipos de semelhança. O pior de todos, são aqueles que se assemelham aos carniceiros abutres, as hienas etc. Aqueles que ficam na espreita, sempre oferecendo o sonhado ombro amigo nas horas de carência, sempre mostrando uma falsa solidariedade que visa tão e somente se aproveitar da oportunidade da vítima momentaneamente indefesa. Sem dúvida, repulsivo, mas isso é um fato cada vez mais frequente e o mais triste é que na grande maioria das vezes, as presas demoram muitos e muitos anos a descobrir isso e notar que a proximidade dos "necrófagos" se dá sempre em momentos de extrema fraqueza. O ombro amigo está tão perto nessa horas, tão bem posicionado, que a própria vítima corre até ele para o socorro.
 Isso na natureza, é chamado de engodo, ou seja, isca! A isca está sempre ali ao lado, paciente, presente, muito apetitosa, e quando é solicitada, pronto! O anzol fisga a uma profundidade terrível, usando sempre a técnica da sangue suga, que libera um ante coagulante, para que a presa não sinta o que realmente esta acontecendo, enquanto ela suga o máximo possível do sangue.
São coisas da vida, são coisas da natureza da qual fazemos parte e temos total semelhança.
Tomara nos que sejamos semelhantes ao animais do bem! Né? Você se considera semelhante a que tipo de animal? E teus amigos e parentes? Como eles te veem? Pergunte e se surpreenda.
 
 

 
Carlos Rielli

A verdadeira História de Conffuccio.

 

  A verdadeira História de Conffuccio.

 

 

   Conffuccio é o pseudônimo que uso em sites de relacionamento e listas de e-mail privado, para divulgar comentários de “semi-impacto” sobre os fatos atuais do cotidiano, frases essas que crio ou que copio de alguém, sempre atribuindo a autoria, porém encaixando no contexto. É bem legal, às vezes “ele” fala umas abóbrinhas, também tem quando (muuuito de vez em quando) acontece algum comentário útil e engraçado.
Sempre que surge algo interessante, bizarro ou engraçado, vem um comentário de Conffuccio, políticos então, difícil escapar um...
No Facebook os comentários já causaram polêmicas, mas garanto, sou do bem!
E não é que tem algumas pessoas querendo assumir a paternidade de Conffuccio? Pois é, nem eu sabia que ele estava tão famoso! Kkkkk...  Mas tem uma coisa que ninguém sabe até agora, de onde vem o jargão “Conffuccioooooo diz:“ esse é um dos grande mistério que apenas um pai sabe né?
Pois bem, a origem dessa frase era dita por uma das três cabeças de um desenho da década de 70 que se chama “Os Matusquelas”, apresentava um humanóide que tinha três cabeças, sendo que uma delas de um oriental doido que sempre citava alguma tirada referente ao assunto do desenho.
Então é isso. Ahhh é tão antigo que não achei desenho do cartoon nem no Google para poder ilustrar essa pauta!!

 Conffuccioooo diz:       Até breve!

 

Carlos Rielli 

 

Teoria da Simplificação

 

 

Teoria da Simplificação


Pois é, todos nós temos o costume; “se dá para complicar, pra quê facilitar?”. Não é assim mesmo? Quando a gente faz uma perícia em obra de arte, o conceito de enxergar o simples é a diretriz empregada. Incrível como o óbvio está a nossa frente e mais incrível ainda que façamos questão de não enxergar. No caso da perícia de autenticidade, coisas extremamente simples conseguem determinar a idade provável de uma peça ou um quadro. Na maioria das vezes, nossa análise foca muito mais a periferia e a parte posterior da obra do que a pintura propriamente dita! O falsário capricha na parte visual, nas cores, pinceladas, assinatura então... melhor que do próprio artista, porém relaxa muito na elaboração das áreas que são a sustentabilidade à obra. Às vezes você pega um quadro perfeito, mas... (sempre aparece esse, mas), quando você olha a lateral do quadro,  percebe que a tela dita do século XVIII foi pregada com taxas azuladas do século XX, o que já é o suficiente para caracterizar a obra como falsa! Simples não é? Mas ninguém olha para esses detalhes que estão presentes e evidentes, nem sempre em segundo plano.  Apenas estamos direcionados a enxergar o que é para ser olhado. Uma vez em uma perícia, peguei um quadro tão, mas tão perfeito que o próprio autor verdadeiro teria orgulho em assinar a obra. Tudo certinho, frente, verso, assinatura, textura... Foi um capricho só! Mas...  não é que o falsário esqueceu de sujar a tela embaixo do chassi! Chassi para quem não sabe é aquela formação de madeira onde a tela é pregada para ficar esticada. Eu olhei por baixo do chassi e estava completamente limpo, pano branquinho branquinho! E dessa forma tambem é nosso dia a dia, em tudo em todos os lugares, se repararmos nos detalhes, tudo fica mais fácil. Desde vírus da internet, até super ofertas em lojas e supermercados.

Tente um dia fazer isso, vai se surpreender, e com o tempo, esse procedimento vira hábito.

Carlos Rielli

 

 

Pérolas do Atelier

       Pérolas do Atelier

 

        Pois é, as primeiras horas do dia no meu atelier são dedicadas a responder os e-mails de clientes principalmente fazer orçamentos.  Selecionei aqui, alguns e-mails e algumas perguntas feitas pelo telefone que parecem brincadeira, mas é bem real!

Vejam vocês as situações e “saias curtas” que passamos.  Alguns e-mails coloquei por completo, outros apenas a parte interessante:

_ Oi Carlos Rielli muito prazer.

Eu estava olhando seu site achei interessante, fiquei deslumbrada, sou sua fã e preciso de sua ajuda

Eu acidentalmente apaguei uma foto da minha camera digital como faço para restaura-la....

Desde já agradeço pela compreenção muito obrigada até mais.


_ Prezado Senhor Rielli

Tenho um quadro que foi de minha bisavó, que faleceu em 1.988, o quadro retrata o grande jogador Garrincha levantando a Copa de 94, nossa mais famosa conquista.

Gostaria de sabe quanto vale a foto. O Sr. tem interesse em comprar ou revender?

(Pensa bem, o que levou o individuo a falar tal barbaridade em um espaço tão pequeno?).

Outras perguntinhas “inteligentes” recebidas aqui no atelier...

_ o Senhor restaura prachoque de Opala? (mando restaurar os dentinhos dele se aparece aqui com o parachoque)

_ Tenho um quadro maravilhoso, e sem querer apaguei a assinatura era, Di Cavalcanti, vocês podem assinar novamente para mim, é um quadro de muita estima para mim e minha família. (Bobinho ele..)

_ Voces compram um fuzil automático de mais de 10 anos, com pouco uso? (imagine a origem, né?).

_ Acabei de quebrar um vazinho velho da minha patroa e preciso fazer o conserto, pago do meu bolso, tenho pressa, fica pronto antes da janta? (era um Sevres, e era mesmo!!!...).

_ Vocês restauram e empalham um cachorro morto? ... foi atropelado! (juro que eu queria segurar o pescocinho da moça!).

_ Se eu colocar a gravura no micro ondas consigo matar os fungos? (não mata, estupra !).

_ Onde esta pintado de vermelho, vocês vão retocar com que cor? (Verde né Pedro Bó? kkk).

_ Posso colar ponte móvel com Durepox? Envenena? (Tomara que sim!! Kkk).

 

E vai por aí, o pessoal aqui não raramente cai na risada! O pior é que em todas às vezes, a segunda pergunta é.. “vocês não sabem quem faça?”

Vida no atelier é cultura e diversão...


Carlos Rielli

A Rielli o que é de Caesar

              A Rielli o que é de Ceaser

 

A mais popular salada americana chegou ao Brasil nos anos 80, como uma grande novidade, foi na finada rede de restaurantes Wells, lembra? Não lembra porque você é novinho, mas quem lembra sabe que era assim um tipo Outback da época. O nome, diferente do que se possa pensar, não é homenagem ao imperador romano Caius Julius Caesar - O "Caesar" da salada é outro. Trata-se de Caesar Cardini - deixou Roma para fundar o hotel "Caesar Place" em Tijuana México. É que, por esse tempo, vigorava nos Estados Unidos a Lei Seca - que proibia o consumo bebidas alcoólicas no país. Tijuana, que ficava bem pertinho de San Diego, atraia multidões que adoravam ir para lá, para poder encher a cara...OPS, digo, beber!

Voltando a Caesar Cardini deu-se que, no feriado de 4 de julho de 1924, estava completamente lotado seu hotel com escritores, políticos, atores e já começava a faltar comida na despensa. O chef se viu então obrigado a improvisar.

Para manter as aparências anunciou, aos impacientes ocupantes das mesas do restaurante, que iria servir o mais novo prato do cardápio. A salada foi preparada em um palco, tendo ao lado o proprietário do hotel, na frente de todos os clientes. Um verdadeiro show, para desviar a atenção dos poucos ingredientes a serem usados.

A salada ganhou o nome do próprio dono do hotel; e logo foi considerada, pela International Society of Epicures, de Paris, "a mais importante receita americana dos anos 50". Prenúncios da globalização. Que uma das mais importantes receitas americanas, ironicamente, nasceu no México, criada por um chef italiano, para japoneses e outros clientes do mundo todo.

 

RECEITA MODIFICADA

 

Caesar “Rielli” Salad - Ingredientes:

 

 

- 3 pés de alface americana;

- pão cortado em cubos;

- 1 xícara de azeite;

- 2 dentes de alho;

- 3 colheres de sobremesa de suco de limão;

- 6 filés de anchova; (não põe sardinha anchovada não, tá? Kkk).

- 2 colheres de sobremesa de mostarda (de Dijon);

- 2 colheres de sobremesa de molho inglês (Worcestershire sauce).

- sal, pimenta; pouco manjericão.

- Queijo “Prima Dona” em lascas.

- Bacon torrado e moído a gosto

 

Preparo:

- Faça os croutons - 3 fatias de pão de fôrma cortado em cubos pequenos, passados no azeite, salpicados com pimenta do reino e assados no forno. Reserve;

- Prepare o molho - no liquidificador coloque alho, suco de limão, anchovas, mostarda e molho inglês. Azeite vá colocando aos poucos, em fio, como se faz no preparo da maionese;

- Lave, escorra e seque as folhas de alface cortadas. Arrume em saladeira e deixe na geladeira, coberta com papel filme, até a hora de servir. ;

- Na hora de servir coloque o molho. Misture bem. Decore com as lâminas de queijo “Prima Dona” e com os croutons.

 

Depois de toda essa história e tradição da origem da salada, vem o Rielli e mete o “mãozão” na receita original. Não pode né?

 

Espero que apreciem

 

Carlos Rielli

Roteiro Cultural Gourmet de São Paulo

     Roteiro Cultural Gourmet de São Paulo

 

 

  Coisa que faz falta aqui em São Paulo, é um roteiro gastronômico e cultural com alto padrão de qualidade e bons preços. Algo que levaria os próprios paulistanos a descobrir um lado desconhecido da cidade que vive, a encarando como se fosse outra grande metrópole ao redor do mundo. É supreendentemente revelador e agradável! Eu já fiz isso algumas vezes, é muito bom. Como não temos esse roteiro “pré-fabricado” (pelo menos eu não conheço), você pode durante a semana, ver as promoções nesses sites de ofertas de hotéis em São Paulo, e já sair de casa na sexta a noite para seu final de semana pelos caminhos de São Paulo. Reservado o hotel, a primeira regra é desligar o celular, se possível deixar em casa! A segunda.. é não voltar para casa ate que o final de semana acabe. Abaixo, algumas sugestões, que você encontrar com facilidade os endereços, horários e demais informações buscando pelo nome na internet.

 

Bar Leo, na rua Aurora

Brunch do Empório Santa Maria.

Bauru do Ponto Chic.

Padaria São Domingos, na Bela Vista.

Filé do Moraes,  no centro da cidade.

Beirute no Frevo da Oscar Freire.

Esfiha, o Jáber ou o do vizinho, Catedral no Paraiso.

Sanduba de Pernil do Bar Estadão no final da noite.

Cristallo da Oscar Freire .     

Bar do Sacha ou o Jacaré.

Sala São Paulo, estação Júlio Prestes4.     

Teatro Municipal.

Masp.

Ensaio da escola de samba Vai Vai. 

MAM (Museu de Arte Moderna).

MAC (Museu de Arte Contemporânea).

Pinacoteca e se atravessar a rua, vá tambem no Museu de Arte Sacra.

Biblioteca Mário de Andrade.

Domingo no bairro oriental, na Liberdade.

Praça. Vilaboim, em Higienópolis.

Bares do Jockey.

Churros dos velhinhos da rua dos trilhos, Mooca

Mosteiro de São Bento.

Fundação Maria Luiza e Oscar Americano.

Catedral da Sé.

Festas italianas das igrejas Achiropita, São Vito e São Genaro.

Instituto Butantã.

Estádio do Pacaembu.

Museu do Crime.

Pasteis no Yokohama.

Pizzaria São Pedro, na Mooca.

Bar Pirajá.

Trem histórico que parte da estação da Luz.

Museu do Ipiranga.

Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.

Flores do Ceagesp.

Casarões de Campos Elíseos.

Terraço Itália.

Galeria do Rock, na rua 24 de Maio.

José Paulino, 25 de Março e ladeira Porto Geral.

Sebo Messias, na praça João Mendes.

Rua Santa Ifigênia eletrônicos.

Bar do Juarez

Atelier de Restauro de Carlos Rielli (ótimo !!! kkk)

Feira hippie da Praça da República.

Túmulos grã-finos do Cemitério da Consolação.

Palácio dos Campos Elísios.

Prédio da Bienal, no Ibirapuera.

Sinagoga Beth-el.

Viaduto Santa Ifigênia.

Memorial da América Latina.

Tirar fotos junto ao Monumento às Bandeiras - o famoso "Deixa que eu empurro" no Ibirapuera.

 

Espero que curtam algumas dessas sugestões e curtam um final de semana em uma “nova” cidade.

 

Carlos Rielli  

Vernissagens

 

   Vernissagens...

Você já foi? Então vá. É super divertido, você geralmente come bem, bebe bem, vê gente descolada, bonita, estrelinhas, gazelas e muito raramente vê arte de qualidade. Nos vernissages quando você vê alguém com cara de entendido como se estivesse analisando alguma obra, pode apostar que esta fazendo tipo, na verdade, arte você olha e gosta, ou olha e não gosta! É uma simples questão de equilíbrio, bom senso, técnica e um pouco de gosto pessoal, não é? Aí olhar vem e vai e você puxa assunto com alguém; fatalmente essa pessoa vai se colocar como mais famoso e rico do seu ramo de atividade, mas não se impressione com isso, provavelmente você vai fazer o mesmo, mas calma, isso não é pecado de vez enquanto, ok? Desde que ao sair da exposição, volte do mundo do “avatar”, dessa forma a fatura do cartão de crédito não paga o pato.

Vernissagem na verdade é uma escola, onde você aprende muita coisa legal, como por exemplo, deduzir pela freqüência, qual será a repercussão do evento e o valor provável que o artista alcançará no Mercado de Artes, além de notar nas senhoritas presentes as tendências da moda. Agora... como ir vestido? Fácil! Ponha a mesma roupa que você colocaria para ir a um restaurante bom! Igualzinho. Se quiser dar uma de exótico, pendure algo mais chamativo pelo corpo, mas sem exageros, claro. Nada de relógios tipo alegoria de pulso ou coisas do tipo, dando o seu melhor e não inventando muito, estará de bom tamanho.

Esteja sempre com sorriso no rosto, isso vai mostrar mais intimidade e às vezes pode atrair alguém desconfiado que o sorriso esteja direcionado para ele, né? Pegue um portfólio da exposição e o mantenha o tempo todo da maneira que pareça que você irá guardar a propaganda do artista, isso elevará seu status para um real interessado em arte! Procure ir acompanhado, afinal é triste ficar olhando pro nada, principalmente quando os drinks começarem a se manifestar.

Como achar uma vernissagem? Fácil. Ou você procura na própria net, ou sai nesses suplementos de revistas semanais, aqui no JBA, sempre tem a informação sobre as vernissagens, fique atento.

Ah! Importante... Quando for embora, vá até o artista e elogie a arte dele, diga que adorou! (force). Isso mesmo. Falsidade para arrematar!

Boa festa!

Carlos Rielli

 

Maminha a Rigor

 

         Maminha a Rigor

 

Como faz tempo que não ponho uma receita de “churrasco de atelier de artista” aqui na coluna, hoje vai uma especial, ótima pra fazer quando você reunir a família pra assistir a entrega do troféu Supercap de Ouro em Agosto. Gostaria de aproveitar e agradecer minha mãe, filhos e amigos pelos quinhentos e tantos telefonemas que cada um deu para a redação do JBA indicando meu nome para ser agraciado! Deu resultado... obrigado! GANHEI !!!!! yuuupiiiii 

Vamos a Maminha!!

 Ingredientes

A maminha  é meio sem gosto, dessa forma vamos deixar ela maravilhosa e uma peça da tranquilo para quatro bons garfos, e como sempre tem os acompanhamentos, da e sobra! Eu sempre dou receita de maminha, fraldinha, cupim essas carnes nobres mas nem tanto, porque picanha, bife de chorizo, babye beef e Cia., é covardia! Ficam bons até temperado com sabonete! Kkkk

 Ingredientes da Maminha

- 1 xícara de molho shoyu
- 2 colheres de sopa de gengibre ralado
- 3 colheres de melado de cana (se não tiver, vai mel mesmo)
- 2 colheres de sopa de molho de ostra, se não tiver use a farinha de meio cubinho de caldo de camarão, aqueles caldos vendidos em supermercado
- 1 colher de sopa de vinagre de arroz

- pimenta a gosto, reino, calabresa ou vermelha. Tanto faz.

- alho.. muiiito alho! 

Preparo

1. Misture bem todos os ingredientes da marinada;

2. Faça cortes na maminha, como se estivesse fatiando um pão, com profundidade até a metade da peça.
2. Limpe a carne e coloque em um tupperware com tampa.
3. Acrescente aos poucos a marinada sobre a carne, e vá massageando delicadamente a cada porção de marinada que colocar.
4. Deixe descansar por 15 hs na geladeira e tire meia hora antes de assar.
5. Salgue a gosto com sal médio, e leve à brasa com pinceladas frequentes com o que sobrar da marinada.

6. Churrasqueira bem quente, ok? Nada de por fogo no carvão ficar abanando e colocar a carne enquanto a churrasqueia não acender que fica péssimo! Fica com gosto de carne cozida!

 Acho que vão gostar! Boa cerveja! Ops.. digo, bom churrasco! E quando eu aparecer recebendo o Supercap de Ouro, faz um “hola” no sofá com a família, ok? kkk

 

Carlos Rielli

 

 

 

 

Pintura Mediúnica

 

       Pintura Mediúnica

 

 

Como fazer? Comprar ou não? Vale ou não vale? Verdadeiras ou falsas?

    Tenho tido muita consulta desse tipo de perícia aqui no escritório, sobre a veracidade de autoria em trabalhos psicografados por grandes, famosos e caríssimos pintores de todas as épocas e de todo o mundo. Evidente que vou falar apenas dos quadros com os quais tive contato e pude periciar. Essa analise consiste em  estudo profundo dos traços, estilo, equilíbrio de cores, proporções de desenho e elaboração em relação aos trabalhos e modo de pintura do artista atribuído, pois dessa forma as características individuais dificilmente podem ser reproduzidas. Isso é a famosa “expertise” de uma obra de arte. Bom, porem, essas referidas obras mediúnicas a que me referi, me levaram a uma única conclusão: não tinham a menor chance de ser atribuídas  nem mesmo ao primo da cunhada da madrinha de casamento da avó do vizinho do artista original. Trava-se de pinturas grotescas, beirando ao mau gosto, um desequilíbrio total em relação aos artistas a quem são atribuídas as obras. Se isso fosse na esfera do Mercado das Artes, seriam consideradas tremendas falsificações.

 Claro que me referi apenas às obras que tive acesso, não sei nem tenho opinião formada quanto as outras. Falar sobre qualquer tema que abrange religião, é um tabu muito grande, não podemos sequer expor a opinião real de medo de melindrar pessoas e entidades. Mas o fato, é que quando se trata de algo que passa a envolver dinheiro (os quadros que periciei, todos tinham valores financeiros  atribuídos pelos proprietários), deixa de ser religião e passa a objeto de ser consumo, portanto passível de  discussões e conclusões. Os pintores mais psicografados que tenho noticia são; Matisse, Goya, Monet (esse então.. tem uma produção muiiito maior que o original) e Picasso.

A minha sugestão portanto, é levar a um perito antes de comprar, ou seguir as regras da religião quanto a aquisição de bens psicografados. Quanto a valer ou não valer, digo que tem apenas e tão somente valor decorativo! Nenhum tostão a mais.

 Só uma coisa....porque que pintor pobrinho, que não vale nada, sem expressão no mercado, quando morre, não psicografa quadros?

 

Carlos Rielli

 

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